sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Jubileu e Ano Sábatico como “válvula” anticrise - Final

Sobre a redistribuição do capital, “voltar cada um a sua possessão” de Levítico, apenas se pergunta se ela TROCMÉ (1973, 61) foi mandada por Jesus a todos os cristãos, em todos os tempos e lugares, ou se ela é apenas um conselho de perfeição destinado aos santos.Tradicionalmente, a Igreja adotou a segunda solução. Só os vocacionados são chamados a abandonar todos os seus bens. O simples cristão pode contentar-se com fazer caridade. Tal posição seria justificável, se Jesus não se tivesse mostrado tão severo para com aqueles que , em seu tempo, se contentavam precisamente com praticar a caridade: os fariseus.
TROCMÉ diz que devemos reter do Jubileu cinco ensinamentos válidos para nossa época:
“Primeiro: as revoluções sociais e políticas não são contrárias nem ao Antigo Testamento, nem ao Evangelho. Seu periódico retorno é necessário para restaurar uma justiça de Deus que sempre se deteriora. Elas também têm a função de reformar a estrutura da sociedade e adaptar as leis e os costumes às novas condições criadas pelas transformações econômicas e a evolução dos costumes. Segundo: A recusa da justiça pelas classes ou raças privilegiadas e a repressão muitas vezes violenta dos movimentos revolucionários são condenadas em nome de Cristo. Terceiro: É falso crer que os cristãos não devam preocupar-se com a justiça social. O divórcio eTntre a moral individual e as práticas sociais não está no Evangelho, menos ainda na religião judaica.Quarto: A moral do Evangelho é uma moral do “Despertar”, pois na tradição do Antigo Testamento os jubileus não são outra coisa senão renovações religiosas. Todo esforço para limitar uma renovação, impedindo-a de produzir frutos no plano social e político, faz abortar essa renovação.Quinto: A igreja não deve, proclamando o Jubileu, substituir o Estado. O jubileu não sujeita o homem as leis, liberta a Igreja da escravidão.”
As contribuições da tradição judaica para o desenvolvimento no contexto do Velho Testamento, procuram enfatizar a necessidade do descanso. A sociedade de Israel, a exemplo da atualidade, supervalorizava o trabalho. No contexto do Novo Testamento, com o componente escatológico (fim dos tempos), há uma supervalorização do descanso, no contexto da igreja primitiva. Neste caso, os expoentes da cristandade vão enfatizar a necessidade do trabalho.
PITACO PAROQUIAL
Segundo pensamento corrente na cidade não estariam acontecendo mudanças significativas no cenário político local, especialmente no novo governo. E era pra acontecer?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Yeda é uma ex-governadora em atividade

Eduardo TesslerDe Salvador (BA)
Aos olhares dos sulistas, quem nasce acima do Rio de Janeiro é Paraíba. Não importa de onde venha, do Ceará até a Bahia todo mundo é Paraíba. O apelido nada carinhoso é depreciativo e pouco tem a ver com os paraibanos de verdade e carteirinha, como Ariano Suassuna - é bem verdade que o escritor optou por viver em Recife, mas isso é outra história. Ser Paraíba, hoje, é quase uma ofensa.
Mas a Paraíba acaba de dar um exemplo de lisura política ao Brasil, ao conseguir afastar o governador Cassio Cunha Lima, acusado de distribuir cheques no valor de R$ 3,5 milhões disfarçados de programas assistenciais. Cunha Lima bem que tentou se manter no poder de todas as formas, mas o TSE foi enfático na cassação e entregou o cargo ao candidato derrotado em 2006, o ex-governador e ex-senador José Maranhão (aliás, o que faz alguém de nome Maranhão na Paraíba???). O novo governador assume com oito processos nas costas e talvez não consiga chegar ao fim do mandato, vai depender outra vez dos tribunais.
Cassio Cunha Lima, herdeiro de uma tradição política que domina a Paraíba há anos, parecia ser um cidadão acima de qualquer suspeita. Aos 45 anos, expoente do PSDB (de Fernando Henrique Cardoso, José Serra e outros tucanos), Cunha Lima naufragou. Agora precisa cumprir as regras de inelegibilidade.
Cerca de 4 mil quilômetros ao sul da Paraíba, outra expoente do mesmo PSDB tenta segurar-se de todas as formas nos corrimãos do Palácio Piratini. A economista Yeda Crusius, ex-ministra sem expressão de Itamar Franco e ex-deputada com algum brilho na década passada, lidera o mais instável governo da história do Rio Grande do Sul. Uma sucessão de escândalos, brigas, picuinhas, desvio de dinheiro e agora até morte misteriosa - a do ex-representante do escritório do RS do Distrito Federal, Marcelo Cavalcanti, encontrado morto no Lago Paranoá pouco antes do Carnaval. O executivo é citado nos autos dos processos de desvio de verba do Detran gaúcho.
Com a licença da expressão criada pelo jornalista Paulo Cesar Vasconcellos e utilizada com brilho por Nelson Motta no Rio, Yeda Crusius é uma ex-governadora em atividade. As façanhas de Yeda são incomparáveis, ela bem poderia estar do livro dos recordes, tamanha ineficiência política. Alguns exemplos:
- Depois de prometer em campanha não subir impostos, tentou aprovar antes de sua posse um projeto de aumento de ICMS, causando o primeiro incidente de governo. Três secretários escolhidos da sua base aliada renunciaram antes de assumirem as pastas;- Ao completar 100 dias de governo, exonerou o secretário da segurança Enio Bacci, que começava a desmontar uma rede de corrupção entre o Jogo do Bicho e delegados de polícia. Yeda considerou-o "personalista" e no seu governo a ordem parece ser que ninguém brilha mais que ela própria;- Rompeu com o vice-governador Paulo Feijó (DEM) ao tomar posse, mantendo-o longe da mesa de decisões do Palácio. Até que Feijó gravou uma conversa com um dos principais secretários de Yeda, Cesar Busatto, que tentava - a pedido da governadora - acertar algumas comissões para que Feijó ficasse calado;- Comprou uma casa para uso próprio avaliada em R$ 1 milhão. Alegou ter pago pouco mais de R$ 500 mil, embora não tenha declarado fonte de renda para tanto. Até hoje ainda não há uma versão aceitável para tal matemática;- Envolveu-se no escândalo do Detran, descoberto pela Operação Rodin. Trata-se de um esquema de corrupção utilizando-se de fundações ligadas à Universidade de Santa Maria, onde cada envolvido saia com os bolsos cheios e a governadora fazia caixa para a campanha de reeleição;
Yeda Crusius pertence ao PSDB, como o governador cassado da Paraíba. A dignidade gaúcha aconselharia Yeda a renunciar, enquanto se investigam os inúmeros escândalos de seu governo. Yeda, nascida em São Paulo, prefere permanecer no Piratini. Semana passada, quando o PSOL encaminhou proposta de impeachment à Assembléia - logo apoiada pelo PT - Yeda preocupava-se em enfrentar o Cpers (Centro de Professores do Estado) e mais 10 sindicatos, descontentes com a falta de diálogo da governadora. Mais que isso, Porto Alegre amanheceu coberta com cartazes dizendo: "O PSOL exige: Fora Yeda". Menos de 24 horas depois, a palavra "Fora" era substituída por um adesivo do mesmo tamanho escrito "Fica".
Ou seja, se o marketing pessoal da governadora vai de mal a pior, sua estratégia pública parece ser ainda pior, ao querer ludibriar o cidadão, mesmo que para isso tenha que beirar o ridículo (ou alguém imagina que o PSOL coloque cartazes na rua pedindo a permanência de Yeda?).
A ex-governadora em atividade está na rota de Cunha Lima. Só ela ainda não se deu conta.
Eduardo Tessler é jornalista e consultor de empresas de comunicação.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Relação entre artistas e políticos da direita

por Altamiro Borges, em seu blog Vi o mundo

Karen Kupfer, da revista de fofocas Quem, da Rede Globo, publicou há poucos dias uma notinha reveladora sobre a relação promíscua entre jornalistas e políticos: “Para comemorar o sucesso do programa Saia Justa, Suzana Villas Boas abriu sua casa no Alto de Pinheiros para uma festança daquelas. A turma de convidados, que também era recebida por Arnaldo Jabor, marido de Suzana, reuniu políticos, artistas e jornalistas. O candidato José Serra, para quem Suzana presta assessoria, foi prestigiá-la. Ficou um pouco e trocou idéias com alguns jornalistas”. Luís Frias, presidente do Grupo Folha, também participou da festança, “que ferveu na pista até o sol raiar”.No mesmo período, a colunista Hildegard Angel escreveu no Jornal do Brasil outra nota curiosa: “Elmar Moreira, irmão de Edmar Moreira [o deputado dos demos que ficou famoso pelo castelo construído no interior mineiro], é casado com Ana Leitão, irmã de Miriam Leitão” – a jornalista da TV Globo famosa por seus palpites furados sobre economia, pela adoração ao deus-mercado e pela oposição doentia ao governo Lula. O interessante neste caso é que a colunista global, metida a sabe-tudo, nunca descreveu aos seus telespectadores os detalhes do luxuoso castelo demo.Artista global com KassabPara encerrar a série sobre as relações indecentes entre jornalistas e políticos da direita, a sempre atenta Mônica Bergamo, uma das raras exceções do jornal Folha de S.Paulo, revelou no início de fevereiro: “O marido de Ana Maria Braga [estrela da TV Globo e do finado movimento golpista ‘Cansei’] é o mais novo colaborador da administração Gilberto Kassab (DEM-SP). Candidato derrotado à Câmara Municipal, Marcelo Frisoni vai assumir um cargo de ‘coordenação’ na Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização” da prefeitura paulistana.Dias antes, Bergamo foi ameaçada pelo marido brigão da artista global, que o irônico José Simão batizou de “Ana Ameba Brega”. Frisoni se irritou com a pergunta sobre o pagamento da pensão alimentícia para os dois filhos do seu casamento anterior: “Publica o que quiser. No dia seguinte, vou à redação dessa bosta de jornal e encho essa Mônica Bergamo de porrada na frente de todo mundo... A única pessoa que tentou ferrar comigo foi o Madrulha [ex-marido da apresentadora da TV Globo] e eu acabei com ele. Hoje ele é secretário de cachorro e não consegue mais nada”.Cadê o “tribunal macartista” de Mainardi?Deixando de lado as baixarias dos “famosos”, o que chama a atenção nestas notinhas é a relação obscena entre figurões da TV Globo e políticos da direita demo-tucana do país. Outra estrela da poderosa emissora, o filhinho de papai Diogo Mainardi, criou no início do mandato de Lula o seu “tribunal macartista mainardiano”, no qual promoveu abjeta cruzada contra alguns profissionais da imprensa. “A minha maior diversão é tentar adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista”, explicou o troglodita na sua coluna de estréia na revista Veja, em dezembro de 2005.Aos poucos, Mainardi dedurou alguns colunistas mais independentes. “Tereza Cruvinel é lulista. Dessas que fazem campanha de rua. Paulo Henrique Amorim pertence à outra raça de lulistas. É da raça dos aloprados, dos lulistas bolivarianos. Acha que a primeira tarefa do lulismo é quebrar a Globo e a Veja”, atacou. O caso mais famoso desta cruzada fascista foi o do jornalista Franklin Martins, acusado levianamente de possuir uma “cota de nomeações pessoais no serviço público”. Após longo bate-boca, a TV Globo preferiu apoiar o delator direitista e demitiu Franklin Martins.Perguntar não ofende: será que Mainardi, “difamador travestido de jornalista”, fará barulho agora contra seus amiguinhos da TV Globo que gozam das intimidades demo-tucanas. Pedirá a cabeça de Arnaldo Jabor, cuja esposa é assessora do presidenciável tucano José Serra, freqüentador de sua mansão? Criticará a “cota de nomeações pessoais no serviço público” da cansada Ana Maria Braga? Pedirá detalhes picantes do castelo dos demos à “ortodoxa” Miriam Porcão – ou melhor, Leitão? Ou todos juntos – Jabor, Leitão, Ana Maria Braga e o macartista Mainardi – fazem parte do esquemão montado pela TV Globo para viabilizar a vitória do tucano José Serra em 2010?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Governo Yeda Mostra Fraqueza

por Marco Aurélio Weissheimer


Chama a atenção a tíbia reação da governadora Yeda Crusius (PSDB), até a manhã desta sexta-feira, diante das graves acusações feitas pelo PSOL. Afinal de contas, ela foi acusada de ser integrante de uma quadrilha que estaria roubando o erário público. Simplesmente isso. Os acusadores não apresentaram provas, o que justificaria um enérgico e indignado pedido de reparação e de apresentação das mesmas. No episódio recente da campanha dos sindicatos de servidores contra o governo, Yeda anunciou rapidamente um processo contra os responsáveis. Agora, silencia. Esse silêncio pode ser entendido no contexto da dúvida instaurada acerca da existência das provas. Ou elas existem, ou não existem. É simples assim. Se não existem, os denunciantes são uns desvairados. Se existem, quem é acusado, pode pensar duas vezes antes de pedir a apresentação das mesmas. O pedido pode ser atendido.No final da noite de ontem, várias manifestações indicavam um clima de apreensão entre os aliados políticos mais experientes do atual governo. Embora o PSOL não tenha apresentado provas, as denúncias são de tal modo detalhadas – e ligadas com outros episódios relacionados ao escândalo do Detran – que assumem um ar de fio desencapado para os atuais ocupantes do Piratini. A misteriosa morte de Marcelo Cavalcante, que, aliás, precipitou a entrevista coletiva do PSOL, agrega um ingrediente explosivo a esse quadro. Além da proximidade com Yeda, Cavalcante era amigo de Lair Ferst que, segundo o PSOL, é autor das gravações (em áudio e vídeo) que mostrariam práticas não muito republicanas nos porões do “novo jeito de governar”. A situação da governadora é muito delicada. E seus aliados sabem disso.É sintomático que tenha sido o líder do PSDB na Câmara Federal, deputado José Aníbal (SP), a frequentar as páginas de Zero Hora hoje para defender Yeda e acusar o ministro da Justiça, Tarso Genro, de estar por trás do movimento do PSOL. “Tarso conspira contra Yeda”, destaca o jornal em sua matéria. É essa, então, a defesa do governo? “Se o Ministério Público Federal tem provas, em algum momento a PF investigou”, protestou José Aníbal. Ou seja, protestou contra uma suposta investigação e não contra o suposto resultado da mesma, repetindo uma lógica adotada várias vezes pela governadora Yeda Crusius contra a “famigerada Operação Rodin” (expressão usada pela mesma na carta enviada ao jornalista Paulo Sant’Ana). Reina grande aflição no ninho tucano. E uma dúvida central: o que sabe, afinal, o pessoal “do lado de lá”, para usar outra expressão cara a Yeda.

Jubileu e Ano Sabatico como "válvula" anticrise II

Jubileu e Ano Sábatico como “válvula” anticrise - Parte II
A legislação mosaica previa ainda o Jubileu que seriam proclamados num intervalo de sete sábados de anos, ou a cada quarenta e nove anos. No livro de Levítico encontramos tal descrição.
Também contarás sete sábados de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias dos sete sábados de anos serão quarenta e nove anos. Então, no décimo dia do sétimo mês, farás soar fortemente a trombeta; no dia da expiação fareis soar a trombeta por toda a vossa terra. E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus habitantes; ano de jubileu será para vós; pois tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. Esse ano qüinquagésimo será para vós jubileu; não semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das vides não tratadas. Porque é jubileu; santo será para vós; diretamente do campo comereis o seu produto. Nesse ano do jubileu tornareis, cada um à sua possessão. Se venderdes alguma coisa ao vosso próximo ou a comprardes da mão do vosso próximo, não vos defraudareis uns aos outros. Conforme o número de anos desde o jubileu é que comprarás ao teu próximo, e conforme o número de anos das colheitas é que ele te venderá. Quanto mais forem os anos, tanto mais aumentarás o preço, e quanto menos forem os anos, tanto mais abaixarás o preço; porque é o número das colheitas que ele te vende. Nenhum de vós oprimirá ao seu próximo; mas temerás o teu Deus; porque eu sou o Senhor vosso Deus. Pelo que observareis os meus estatutos, e guardareis os meus preceitos e os cumprireis; assim habitareis seguros na terra. Ela dará o seu fruto, e comereis a fartar; e nela habitareis seguros. Se disserdes: Que comeremos no sétimo ano, visto que não haveremos de semear, nem fazer a nossa colheita? então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, e a terra produzirá fruto bastante para os três anos. (BÍBLIA V. T. Levítico 25 8-21)
As implicações do Jubileu eram: o repouso do solo; o perdão de dívidas; a libertação dos escravos e o retorno de cada um a seu patrimônio. Tais implicações também foram resgatadas nos discursos de Jesus Cristo. Apesar de Jesus não falar abertamente sobre o repouso do solo, ele fala TROCMÉ (1973, 52) quase que nos mesmo termos da passagem de Levítico ao se dirigir aos discípulos:
Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Bíblia N. T. Mateus 6 31-33)
Tal ensinamento, muitas vezes mal compreendido, pois parece encorajar a indolência, se explica sem dificuldade quando se acrescenta a expectativa do Reino de Deus, do qual o Jubileu era um dos sinais precursores. Já o perdão das dívidas e a libertação dos escravos não estão à margem, mas no centro do ensinamento de Jesus. Na oração modelo conforme a narrativa do evangelista Mateus, temos o seguinte mandamento: “Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores”...

PITACO PAROQUIAL
Celeridade tem sido a característica do atendimento do prefeito Miguel nas demandas que tive notícia ou acompanhei. O Desafio é leva-lá ao restante do governo.

Publicado em A Noticia do Vale em 20/02/2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Jubileu e Ano Sábatico como “válvula” anticrise - Parte I

Jubileu e Ano Sábatico como “válvula” anticrise - Parte I
A saída do povo de Israel do Egito, representa mais do que a condução de um estado de escravidão à liberdade. Significa também, a mudança de uma sociedade fragmentada para a unidade. O nascimento da nação israelita representa uma opção de igualdade, frente aos paradigmas de concentração das “cidades-estados” daquela época. A instituição do ano sábatico neste caso é singular:
“Ao fim de cada sete anos farás remissão. E este é o modo da remissão: todo credor remitirá o que tiver emprestado ao seu próximo; não o exigirá do seu próximo ou do seu irmão, pois a remissão do Senhor é apregoada. Do estrangeiro poderás exigi-lo; mas o que é teu e estiver em poder de teu irmão, a tua mão o remitirá. Contudo não haverá entre ti pobre algum (pois o Senhor certamente te abençoará na terra que o Senhor teu Deus te dá por herança, para a possuíres), contanto que ouças diligentemente a voz do Senhor teu Deus para cuidares em cumprir todo este mandamento que eu hoje te ordeno. Porque o Senhor teu Deus te abençoará, como te prometeu; assim, emprestarás a muitas nações, mas não tomarás empréstimos; e dominarás sobre muitas nações, porém elas não dominarão sobre ti. Quando no meio de ti houver algum pobre, dentre teus irmãos, em qualquer das tuas cidades na terra que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a mão a teu irmão pobre; antes lhe abrirás a tua mão, e certamente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade. Guarda-te, que não haja pensamento vil no teu coração e venhas a dizer: Vai-se aproximando o sétimo ano, o ano da remissão; e que o teu olho não seja maligno para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada; e que ele clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado. Livremente lhe darás, e não fique pesaroso o teu coração quando lhe deres; pois por esta causa te abençoará o Senhor teu Deus em toda a tua obra, e em tudo no que puseres a mão. Pois nunca deixará de haver pobres na terra; pelo que eu te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra. Se te for vendido um teu irmão hebreu ou irmã hebréia, seis anos te servirá, mas na sétimo ano o libertarás. E, quando o libertares, não o deixarás ir de mãos vazias; liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira, e do teu lagar; conforme o Senhor teu Deus tiver abençoado te darás.” (BÍBLIA V. T. Deuteronômio 15)
O que estava sendo proposto, funcionava de uma maneira circular, proposta em anos numa proporção de seis mais um. Ou seja, a cada seis anos de trabalho (acumulação), haveria um de descanso (desconcentrador). O bem-estar fica evidenciado por alguns trechos, que vão ao encontro das aspirações de um modelo de desenvolvimento ético: cuidado com os pobres, projeto de nação, respeito internacional...
PITACO PAROQUIAL
Os gremistas de Panambi não estão descontentes apenas com o auxiliar Marcelo Barizon que anulou um gol do seu time. No momento do único gol validado quem acompanhava o jogo pela radio local ficou ouvindo pela terceira vez durante o jogo a propaganda institucional da prefeitura de Panambi na voz do prefeito Miguel.

Publicado em A Noticia do Vale 13/02/09