Jubileu e Ano Sábatico como “válvula” anticrise - Parte II
A legislação mosaica previa ainda o Jubileu que seriam proclamados num intervalo de sete sábados de anos, ou a cada quarenta e nove anos. No livro de Levítico encontramos tal descrição.
Também contarás sete sábados de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias dos sete sábados de anos serão quarenta e nove anos. Então, no décimo dia do sétimo mês, farás soar fortemente a trombeta; no dia da expiação fareis soar a trombeta por toda a vossa terra. E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus habitantes; ano de jubileu será para vós; pois tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. Esse ano qüinquagésimo será para vós jubileu; não semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das vides não tratadas. Porque é jubileu; santo será para vós; diretamente do campo comereis o seu produto. Nesse ano do jubileu tornareis, cada um à sua possessão. Se venderdes alguma coisa ao vosso próximo ou a comprardes da mão do vosso próximo, não vos defraudareis uns aos outros. Conforme o número de anos desde o jubileu é que comprarás ao teu próximo, e conforme o número de anos das colheitas é que ele te venderá. Quanto mais forem os anos, tanto mais aumentarás o preço, e quanto menos forem os anos, tanto mais abaixarás o preço; porque é o número das colheitas que ele te vende. Nenhum de vós oprimirá ao seu próximo; mas temerás o teu Deus; porque eu sou o Senhor vosso Deus. Pelo que observareis os meus estatutos, e guardareis os meus preceitos e os cumprireis; assim habitareis seguros na terra. Ela dará o seu fruto, e comereis a fartar; e nela habitareis seguros. Se disserdes: Que comeremos no sétimo ano, visto que não haveremos de semear, nem fazer a nossa colheita? então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, e a terra produzirá fruto bastante para os três anos. (BÍBLIA V. T. Levítico 25 8-21)
As implicações do Jubileu eram: o repouso do solo; o perdão de dívidas; a libertação dos escravos e o retorno de cada um a seu patrimônio. Tais implicações também foram resgatadas nos discursos de Jesus Cristo. Apesar de Jesus não falar abertamente sobre o repouso do solo, ele fala TROCMÉ (1973, 52) quase que nos mesmo termos da passagem de Levítico ao se dirigir aos discípulos:
Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Bíblia N. T. Mateus 6 31-33)
Tal ensinamento, muitas vezes mal compreendido, pois parece encorajar a indolência, se explica sem dificuldade quando se acrescenta a expectativa do Reino de Deus, do qual o Jubileu era um dos sinais precursores. Já o perdão das dívidas e a libertação dos escravos não estão à margem, mas no centro do ensinamento de Jesus. Na oração modelo conforme a narrativa do evangelista Mateus, temos o seguinte mandamento: “Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores”...
PITACO PAROQUIAL
Celeridade tem sido a característica do atendimento do prefeito Miguel nas demandas que tive notícia ou acompanhei. O Desafio é leva-lá ao restante do governo.
Publicado em A Noticia do Vale em 20/02/2009
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