Por Natanael Mücke
O Carlos em questão é Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga. O José é ele mesmo: Sarney de Araújo Costa, o presidente do senado, ex presidente da República, aquele que o meu presidente Lula disse que não deveria ser tratado como pessoa comum. Pois é exatamente isso, um campeão do mundo e um ex presidente que estão tomando no presente atitudes talvez até pouco comuns, contudo, de nenhuma nobreza.Sarney afirma nada saber sobre os mais de 500 atos secretos publicados ao longo dos últimos 14 anos e que foram usados para aumentar salários de pessoas ligadas ao comando da casa e exonerar, nomear, inclusive uma neta,um neto seu, uma sobrinha. Há ainda mansão, horas extras, diretorias e a tantas outras irregularidades como a farra aérea e outras locupletações.Assim como em 2005 a história se repete e o Corinthians está sendo beneficiado por “atos não secretos”. Abertamente, escancaradamente, Dunga sacou do Internacional o seu maior valor: Nilmar. A mesma pessoa comum que após o gol antológico do craque colorado contra o mesmo Corinthians declarou que ninguém falava nele antes daquele gol.Em plena copa do mundo de 1994 ouvi várias vezes de um pastor, corintiano fanático aquilo que boa parte dos paulistas repetidamente diziam: que a era Dunga tinha acabado com o “futebol brasileiro” na acepção da palavra de um futebol bonito. No Inter ele foi simplesmente comum. Dias atrás em entrevista a uma rádio gaúcha o Dunga falava da geração vencedora, eficiente. Tal qual na chamada geração de ouro do voleibol brasileiro o país só seria campeão novamente após uma geração toda ter sido campeã de vários torneios até chegar ao mundial de 94.Quis o destino que o eficiente Carlos e o presidente da redemocratização brasileira José estivessem apenas ocupando uma cadeira cativa no momento em que o trem da história passou. Protagonistas eles só foram e são do escândalo, do roubo, do infortúnio. Felizmente a história do futebol reverencia em 94 Romário e à política das diretas com o fim da ditadura, Ulysses Guimarães. Que continue assim e em 2010. Bye Bye Dunga e Sarney! *Economista – natanaelmucke@terra.com.br
domingo, 21 de junho de 2009
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